É uma sexta-feira como qualquer outra. Sais da fábrica às 17h, ou da obra, ou do hospital onde fazes turnos noturnos há três anos. Ainda tens as botas de segurança nos pés e o telemóvel no bolso. No metro ou no carro, antes de ligar à tua mulher, fazes o que tens feito todas as sextas-feiras desde que chegaste a Portugal.
Recarregas o telemóvel da tua mãe.
Não porque ela tenha pedido. Ela nunca pede. És tu que sabes que às sextas-feiras, antes da oração, ela verifica as mensagens. Liga à tua tia para ter novidades da família. Manda um áudio ao teu irmão mais novo que ainda está em Dakar. E para tudo isso precisa de crédito no seu Orange Senegal.
Por isso recarregas. 2.000 XOF. 5.000 XOF nas semanas em que o mês correu bem. Em vinte segundos, de onde quer que estejas, o crédito chega ao telemóvel dela em Pikine, em Saint-Louis, em Ziguinchor.
Os três operadores principais — Orange Senegal, Free Senegal e Expresso — cobrem hoje mais de 90% do território. As remessas da diáspora senegalesa representam mais de 10% do PIB nacional.
Na tradição wolof existe uma expressão: "Ku am xol, am nit" — quem tem coração, tem pessoas.
Enviar crédito para o Free Senegal do teu pai todos os domingos. Recarregar o Orange da tua mãe antes que o telemóvel fique mudo. Garantir que o Expresso nunca corte em casa da tua avó que não sabe comprar crédito sozinha. Isso é ter coração de longe.
Com o Sift, recarrega Orange Senegal, Free Senegal e Expresso em menos de 20 segundos de Portugal e de toda a Europa. Instantâneo. Sem registo obrigatório.




































